sábado, 21 de setembro de 2024

Piacere: poeta

Quello che sono che a stato perduto a molto tempo

ora svegliate, o prova a svegliarti

il poeta, il scrittore

tutti loro a lungo addormentato…

perché io non sapeva qui non esiste una bestia

ma diverse

tutti addormentati

aspettando che il poeta si svegli.

Ma non è una bestia distruttore

e sì, creatore

tutte le emozioni ribollono nel mio petto

e permettetemi di sentire tutto ciò che esiste nel mondo.

 

Svegliare il poeta sveglia tutti gli scrittori e mi riporta in vita

uno scrittore ama? Gridare?  Hai paura? Ti senti arrabbiato?

Non lo so.

Lo so solamente che uno scrittore scrive

le sue passioni, le sue verità, le sue storie

come se l'eternità esistesse solo in un bacio, in una parola, in un personaggio che nasce.

Amo la mia verità

amo i miei personaggi

ti amo

i scriverò sur tutto

perché sono fatto di emozioni e parole.

sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Unne carte D'amour

Je t’aime mon amour,

mais je ne sais pas pourquoi, ni si il seras pour toujours,

quand même comme celui a apparu

en mon corps, dans ma tête ;

c’est un frénétique mouvement sur ma peau

et le blanche de tes mots

me prennent dans la pensée que m’arrête.

Je bois un vin avec l’orange

j’avais oubliée comme était ce sentiment étrange

qui a envahi mo cœur silencieusement

e a resté jusqu’à à ce moment

comme une étoile fervent e brillant

sur le point d'exploser en mots

dans un poème mal donnée

écrire en une langue étrangère.

Qui c’est qui je peux faire ?

je suis un poète

je sais seulement écrire

ce que me dit

mon cœur, ou une amie.

Le jeu d'aimer,

le plaisir d'écrire,

pour moi, ils semblent la même chose ;

à moins que je sois un menteur,

un écrivain sans sentiments,

ou un homme amoureux

faire semblant d’être un poète…

 

Ps: me mandaram escrever uma carta de amor, marmoteei um poema em francês...

bolso

Um homem morto pode jogar cartas

a menos que elas estejam no bolso escondidas

não para trapaças,

mas porque ele não quer vencer.  

 

Você está do outro lado da mesa

com seu sorriso puxado

seus olhos atentos

sua voz que carrega todas as suas emoções

e eu... aqui desse lado, cheio de cartas no bolso

que nunca serão jogadas sobre a mesa

para que eu perca o jogo

antes mesmo dele começar.

 

Já possuí palavras demais

que mesmo ao irem embora, continuam aqui

atormentando os meus pensamentos e me escondendo em uma caverna de poesia onde o tempo esqueceu de passar e eu nunca aprendi quem eu realmente sou.

Talvez seja tarde demais.

Sempre é tarde demais para quem se perde do tempo.

Eu não posso arriscar o seu tempo ao lado do meu

pois eu sei que o instante e o eterno, para mim, são a mesma coisa.

 

O efêmero dura para sempre na minha mente

a dor é indelével, o amor inexplicável

cheio de nuances confusas e labirintos indecifráveis

e o fim,

ah o fim nunca chega assim como o início nunca acaba.

E eu sei compreender tudo como um velho,

mas posso amar como um garoto

e esse inferno parece um paraíso feito de ilusão

que não pode ser sonhada

já que a vida real não existe.

 

A alma precisa de coisas tão simples,

a mente de tramas tão complicadas

mas a minha mente transpassa minha alma e busca de complicar as coisas simples

e a alma invade a mente e simplifica seus labirintos,

mas os deixa sem saída.

Eu estou perdido, mas sei exatamente onde estou,

porque o lugar é pequeno demais.

 

A mente sabe como jogar as cartas

a alma quer que elas sejam jogadas

a poesia me ensinou os movimentos certos

o tempo confuso deixou as cartas intactas à decomposição

o universo as perfuma como se todas as constelações brilhassem em um único sorriso

eu as sinto, como um coração que bate forte demais para ser interrompido

e fraco demais para me fazer explodir em palavras de amor

e as cartas, é claro, guardadas no bolso

escondidas de mim,

mesmo eu sabendo exatamente onde estão.

 

Um jogador quebrado precisa de cartas

mas as teme por saber que elas perdem e ganham

já que quebrado, ele está perdido entre seus cacos

menor que uma velha carta sob o pé de uma mesa

usada apenas para parar o movimento errado.

 

E assim meus olhos olham o que não sabem ver

e minha mente constrói o que nunca existiu

e eu, jogador de outros tempos,

jogo fora minha euforia

para que meu tempo não sucumba o sorriso de ninguém.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

eu gostaria de dizer

 

Eu gostaria de dizer que fecho meus olhos para poder ver o seu sorriso,

mas não é preciso estar de olhos fechados

porque em tudo, mesmo no que se esconde de mim

mora a sua alegria que preenche as minhas palavras.

 

Eu gostaria de dizer que só sei ser feliz ao estar diante dos seus olhos,

mas seria irreal,

porque nenhuma distância ou tempo seria capaz de me fazer esquecer que você existe,

e existindo, você torna o mundo perfeito,

e não há como ser infeliz em um mundo com a sua perfeição.

 

Eu gostaria de dizer que preciso segurar as suas mãos todos os dias

para me guiar pelo caminho mais belo dos sonhos,

mas não é verdade,

já que um toque sutil e despretensioso apagou todos os caminhos não perfeitos

e agora, só sei flanar sobre a deliciosa lembrança

do universo que você criou em mim.

 

Eu gostaria de dizer que o amor é tudo o que importa,

mas simplesmente te olhar por um instante é maior do que todo amor do mundo

e, por isso,

talvez eu não diga nada,

talvez você nem exista e eu só esteja escrevendo um poema bobo,

ou talvez bobo seja acreditar que se trata de um poema.

 

Eu sempre quero dizer coisas demais

porque as palavras nunca bastarão para me explicar o seu cheiro,

o som da sua voz, a textura da sua pele;

palavras são apenas pegadas atrás de mim,

que quando ditas, tudo já existiu.

 

Eu gostaria de dizer que você existe.

Eu gostaria de dizer que acabei de escrever um exercício romântico.

Mas eu não digo nada.

Porque nada é real,

assim como nada é ilusão.

 

Eu gostaria de dizer que fecho os meus olhos para sentir o seu sabor,

mas não existe sabor quando tudo é perfeição.

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Sorriso errado

Com o tempo, tudo o que se passa nos constrói

e aprendemos a direção para onde olhar.

Olhar treinado, desviado de obstáculos confusos,

olhar atento, refinado; aprendido com o tempo...

 

Mas nem todo o tempo que existe

nos impediria de olhar para o sorriso errado.

 

Não importa saber que a direção foi perdida,

que a resposta está quebrada;

não adianta entender as nuances da genealogia dos erros

e contemplá-las em meu aporte de conhecimento.

O que é do mundo está quebrado,

trocado de lugar,

errado em estar em si,

mas certo em errar,

porque não é meu.

 

E nem toda palavra que eu escreva

me impediria de olhar para o sorriso errado.

 

Um homem de palavras

e coração cético

abraçado em ilusões de um mundo criativo em demasia para estar certo

corrige o seu olhar

mas não apaga o fato olhado, o fato ilusionado

o fato deslocado da direção

que nunca foi a certa

por uma mente incerta, desencontrada

do que está quebrado

em um sorriso errado

guardado

em um canto pequeno, delicado,

dilacerado de poeira guardada, acumulada

de olhares ajustados.

 

E nem todo ajuste que aconteça

me faria esquecer da ilusão de um sorriso errado.

 

Feito em poema

meu ser é sorridente, barulhento, palavreiro demais

guardado num canto, atrás de si mesmo

olhando de longe as estrelas,

que parecem sorrisos

intangíveis em sua essência prima

 

o tempo me tornou sábio,

mas não acima da criação que confunde a minha realidade.

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Soneto de papel

 Sonhei que o mundo era feito de papel

e que eu poderia imprimir nele todas as minhas palavras,

e sonhei que cada uma das palavras

faria do papel um novo lugar...

 

descobri que o mundo era feito de muros de pedras

onde não se pode escrever

e que as palavras, mesmo gritadas

paravam na pedra dura que não podiam transpassar.

 

Áspero demais para se escalar, forte demais para ser derrubado

contínuo, obscuro, feito para prender almas congeladas

de medo do que nunca lhes foi contado.

 

Sonhei que ao invés de muros existiriam palavras

rabisquei poemas com as unhas e

feri os meus dedos mais vezes do que posso contar...

quarta-feira, 22 de maio de 2024

Ode à felicidade

Do que vale a vida se você se alimentar de dias tristes?

Reparou as flores em seu caminho ou preferiu prestar atenção na buzina dos carros, nos barulhos, fumaça e motos apressadas no corredor?

Viu os pássaros voando pelo céu (e acredite, eles voam todos os dias) ou preferiu se ater ao lixo no chão que suja o seu caminho?

Gostou do caminho ou se prendeu ao cansaço de andar? O tempo gasto de um lugar ao outro não é gasto, é vivido. Se é vivido, pode ser aproveitado.

Por que se alimentar de dias tristes? Pensar neles infinita e repetidamente, sentir os sentimentos que eles lhe oferecem em detrimento dos seus. Como é a vida se vivida de forma árdua e sem alegria? Não é vida, é uma corrida para se esconder de si mesmo.

Tantos são aqueles que parecem bons e interessantes ao seu olhar treinado pelo mundo. Ricos, fortes, belos (uma beleza predeterminada pela mídia, é claro); pessoas que consomem, falam o que foram programados, vestem-se de etiquetas que demarcam seu poder de consumo, dirigem carros velozes, cuja velocidade máxima é inútil. Comem em lugares caros porque não sabem cozinhar. Acho que aprendemos a nos perder do que é verdadeiramente real, um chopp na feira sem compromisso, um amigo que paga mais da metade da conta só porque está ali, uma folga forçada no meio da tarde, um único pedaço de bolo que atravessou quinze quilômetros até você. Coisas comuns, de pessoas comuns, que parecem pequenas aos amantes do dinheiro. Pobres são eles que sofrem ao lado de pessoas de almas pobres e vazias de beleza.

Eu me lembro das flores brancas na frente da minha casa e não dos carros que passam correndo. Eu me lembro do cheiro das pessoas e não de quanto tinham na carteira (até porque poderiam não ter nada), eu me lembro dos sorrisos, e não do que vestiam... e dos meus dias mais terríveis, prefiro não me lembrar da dor, mas dos pássaros que vieram em um lugar impróprio a eles, mas vieram para me ajudar a desvendar o véu da arte do futuro. Vieram porque eu precisei que viessem, sem pedir nada, sem oferecer nada.

Títulos, posses, status, riqueza; de nada servem se meus dias não são plenamente felizes. E por plenamente eu afirmo que até os dias tristes têm a sua felicidade porque ali, na tristeza, sabemos quem somos e o que realmente vale apena.

Você trabalha demais para juntar dinheiro? Você faz o que não quer porque lhe parece preciso? Você se cerca de pessoas influentes? Que pena, eu trabalho muito, mas folgo muito, e amo o que faço. E só faço o que quero porque não há nada melhor que ser feliz todos os dias. Me cerco de amigos maravilhosos que não precisam influenciar ninguém. A tristeza, quando vem, é menor que a alegria da vida.

Ao acordar não temo o dia que virá, porque sei que ele virá repleto de maravilhas, pequenas, sutis e delicadas. Como a vida, tão delicada como um grão de poeira, mas é tudo o que move o universo.

Do que vale a vida se você se alimentar de dias tristes? Do que vale a vida se o seu cansaço for o pagamento pelo seu dia? Do que vale a vida se suas lágrimas forem a sua certeza? Do que vale a vida se o seu amor machuca?  Do que vale a vida se tudo o que você faz não te faz feliz?

O que é a vida fora da felicidade?

O que é uma vida cujo passar silencioso do tempo é tudo o que esperamos, para que ela passe rápido? Não é uma vida, claro. É um desperdiçar-se de si mesmo como migalhas deixadas em um caminho do qual a única lembrança é a escuridão.

E como queremos uma felicidade que nunca passe, mas aí está o segredo, o vai e vem da felicidade nos move e nos torna vivos e felizes. Claro que muitos ‘lugares’ oferecem descansos, retiros, renascimentos, tudo a 5 ou 7 mil por um final de semana. Ora, felicidade só para ricos? Ou quase ricos... isso não passaria de felicidade roubada e ela não faz feliz o ladrão.

A felicidade só existe se compartilhada, ainda que com uma única palavra ou um pequeno toque ou gesto.

A felicidade só acontece quando sabemos exatamente quem somos e, principalmente, quem não somos.

Ser feliz é não precisar ser feliz. É não buscar a felicidade em momentos de alívio, na loucura, nas festas infindas, nas compras imensas, nas fugas que são confundidas com viagens; e nos amigos que só estão ao nosso lado quando fugimos, pois também estão fugindo e só querem alimentar sua máquina de fuga.

Ser feliz é precisar de si mesmo, na essência sutil de cada dia. É estar ao lado de quem não nos oferece nada, porque não precisa oferecer, só a sua existência já nos basta.

Ser feliz é soltar as partes que foram acopladas a nós, mas não fazem parte do nosso eu, são apenas um fardo que nos prende para que não partamos com o vento.

Ser feliz é vencer o medo que nos afasta de nossa essência e, sem medo, nos jogar ao vento insano do precipício, onde a queda é o simples e puro movimento da vida. Afinal, chegamos ao chão no mesmo dia e no mesmo horário, não importa o caminho que tomemos. A escolha nos dá o direito de descer livres e com o vento no rosto, ou de descer arrastando e agarrados às pedras, com as mãos feridas e cheias de dor.

Fomos todos presos em jaulas de significado e regras. Temos muito medo de sair pois as jaulas parecem ser tudo o que existe. Mas, há algo interessante sobre isso: o medo acaba quando saímos.

Do que vale a vida se você se alimentar de dias tristes? Quando você tem a oportunidade de inundar-se de dias felizes.

Ame o frescor do tempo, respire a leveza da vida, abrace, sorria, caminhe ao lado, só faça o que te faz feliz, ame a todas as pessoas do mundo, mas só caminhe ao lado das que podem te amar. Crie. Cresça. Erre e aprenda feliz. Sonhe. Realize. Sinta o coração acelerar de paixão ao realizar. E só faça aquilo que o acelera. Escute a vida, ela canta o tempo todo uma bela canção. Respire o tempo, ele te preenche de vida. Troque a grandeza pela simplicidade, pois grande é aquele que precisa de pouco. Passeie ao lado de alguém, mesmo que sem motivo. Ouça os convites sutis e delicados. Abra os convites e olhe para a estrada à sua frente, que eles trazem. Segure uma mão, ainda que seja estranha ou pobre. Inspire o ar da vida e expire felicidade, que contagia. Inspire mais uma vez... e mais outra... e mais outra... e mais outra...

Há um presente dentro de você, que só cabe a você abrir, a felicidade.

Do que vale a vida sem a felicidade? Preciso rir se você achar que isso é algum tipo de vida. Se escolhemos viver, escolhemos ser felizes. Abrace-se. Ame-se. Viva-se.

Eu te desejo toda a felicidade do mundo. Não a tema. Ela é um direito seu.