O vento, nada mais é, que o ar que respiramos,
quando se move
e parece ser alguém...
Nós,
nada mais somos,
que uma fagulha da eternidade
que parece ser alguém
quando acontece
através da nossa respiração
vista pelos nossos olhos
tocada pela nossa pele
amada, pelo nosso desejo de sermos um.
Tudo é feito do que existe
e o que existe
é constituído de nós,
fagulhados em ventos respirados pela delicadeza do existir.
Alguém
qualquer um
sou eu
é você
e nada é mais cruel que a solidão
porque uma pessoa só
torna só a humanidade
que se preenche de armas, guerra e destruição...
A guerra, nada mais é, que o medo de sermos um
, um ninguém,
que respira para si
como se o ar fosse seu
ainda que só por alguns segundos permaneça em seus
pulmões...
A paz, nada mais é,
que saber o seu cheiro
ouvir o som da sua respiração
conhecer a aspereza delicada da sua pele
e tocar sua alma com um olhar que diz ‘estou aqui’...
E o que seremos?
Alguém, ou ninguém...
porque somos apenas vento que se manifesta
e um dia voltará a ventar...

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