terça-feira, 7 de junho de 2011

o dia dela

Jamais vou me esquecer do dia em que ela me deu a mão ao atravessarmos a rua,
parecia um momento simples,
mas nunca foi um momento,
foi uma eternidade.

Descobri os segredos do amor
de forma singela e pura,
sabendo que a cada sorriso
haveria um próximo dia
recheado de sorrisos...
Descobri a paz em meu coração inundado de palavras
e as palavras
me disseram que eu sabia
para onde ir;
fui até você.
Estou em você.

Sua presença em minha vida é uma certeza insofismável
e o seu dia é o meu mais delicioso dia,
pois sei que o tempo passa,
mas nossas almas se encontraram em harmonia.

Adoro seu cheiro,
seus desejos,
seu colo,
seu carinho,
sua sinceridade...

Feliz dia do amor,
feliz aniversário
minha doce e bela
Natália Possas

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O caminho é cercado de muitas estradas
com destinos indistintos
olhos molhados da poeira que fica
e deixa marcas indeléveis às sombras da vida

os grãos se misturam aos nossos grãos
e juntos formamos poeira
que passa com o vento
e se esvai com o tempo
como um lento caminhar de verdades
descritas em silêncio
pela loucura dos sonhos
e pela fraqueza de pilares na vida

o homem recoberto de poeira
agachado próximo ao solo
de olhos vendados pelas suas mãos
tenta ver o tempo e
conhecer o silêncio a
ponto de se escorrer em palavras

o tempo
limitado a estar ao lado do homem
discursa sua verdadeira história
e não requer licença ou pedidos de contentamento
apenas fala
de forma impecável
que a vida envelhece calada
e que quando grita
as outras vidas fecham os ouvidos
e não ouvem os gritos
e não ouvem o tempo

minha história é cercada de muitos eus
de muitos rascunhos e
de muitos não deu certo
meus sonhos são embalados na voz doce
que me consola ao telefone quando me perco
que me abraça e me aperta
quando me esqueço de minha sanidade emocional

meu caminho
possui duras pedras que me deixam lento
talvez forte
mas cada vez mais lento
isento de tempo e serenidade
isento talvez de tudo a que eu possa me recolher

eu sou do tempo
filho dos segundos que passam
herdeiro da poeira dos séculos
construtor de caminhos
perdido entre eles
sem buscar a saída

eu sou do tempo
eterno velejador de poeira
e entre todas e tantas e unica certeza
um pequeno rabiscador de palavras
palavras pequenas
palavras discretas
silêncios da minha alma
desentendida com o tempo

sexta-feira, 3 de junho de 2011

ponto de luz

Quando a arte e a beleza começam a desaparecer no coração dos homens
há aqueles que se mantem firmes
erguendo um pequeno e incansável ponto de luz,
afim de que um dia,
todos aqueles que queiram retornar à plenitude,
tenham para onde se guiar.
E os que erguem a pequena luz
sabem que serão massacrados, chamados de imbecis,
inconsequentes, irresponsáveis, loucos...
mas erguem,
não conseguem soltar, nunca quiseram soltar.

Quando a verdade e o amor não mais forem formas de se entender a vida
o poder o fará,
se é que existe algum poder em depender de bens materiais,
de luxo, riqueza e conforto.
Mas a estes é que é direcionado todo olhar de quase toda vida.
Os homens não são bons,
precisam definir entre ser bem ou mal sucedidos financeiramente,
e isto se mede pelo quanto arrotam arrogância e desprezo.
Mas aqueles que seguram a pequena luz não sabem ser nada além de homens bons.

Somos criados pro trabalho,
não somos criados pro amor;
um carro nos leva mais longe que o amor...
leva o nosso amor onde o amor a pé jamais irá chegar.
Somos treinados pelo dinheiro a nos tornar marcadores de moedas,
mercadores de verdades,
verdadeiros e silenciosos itens de uso comum.
Mas o ponto de luz ainda está lá.

O mercado nos dá shows (prá mais de 10 mil pessoas)
motéis (compre um carro)
roupas (quanto mais cara mais status)
e com isto cultivamos nossas flores estercadas em
arrogância, hipocrisia, soberba... falsidade... ... medo

muitos pontos de luz foram apagados,
alguns ainda pulsam.
Poucas pessoas têm a coragem de voltar à pureza...
me incomodo com 10 mil pessoas em um lugar só,
nunca fui...
quanto mais barata é o que posso pagar...
cultivo minhas flores
com palavras...

Quando a luz desaparecer dos olhos de todos aqueles que conheço
me restará uma pequena luz nas mãos,
erguidas,
e quando as mãos não puderem mais se erguer
espero que a luz não se apague...